terça-feira, 21 de maio de 2013

REDAÇÃO : A GUILHOTINA DO VESTIBULAR E DO CONCURSO

O poeta nasce, mas o escritor torna-se, lentamente, escritor graças a um exaustivo esforço de lapidação expressional.


A poesia resulta da inspiração, ao passo que a redação deveria da transpiração, isto é, do labor infatigável, busca em busca da coesão dos períodos, conexão dos parágrafos e dos mecanismos de coerência contextual.

Redação é uma técnica. E não o tempo não compactua com improvisão inconsequentes.

A grande ilusão de quem escreve, sem saber redigir, é pensar que na hora da prova lhe será possível expressar o que pensa, sem os recursos técnicos redacionais.

Sabe-se bem que na estrutura dissertativa não é fácil extrair de um tema a sua idéia nuclear e resumi-la, depois, num tópico frasal que vai servir decoluna verbal ao texto inferior. E tudo isso sob a magia da clareza, da concisão e da elegância literária.

A problemática da redação merece ser encarada com certa medida de grandeza e sensibilidade.

Como se vê, nada disso é possível aprender e aprender às vésperas do vestibular. A porta larga do improviso não leva nada. Aliás, leva ao fracasso.

Helio Rocha



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