quarta-feira, 12 de junho de 2013

Para Ensino Fundamental e Médio


O QUE É ESCRITA?


A escrita é a expressão de pensamentos, ideias e sentimentos através do registro gráfico das palavras.

Os fundamentos básicos da boa produção escrita podem ser aprendidos por meio da prática, da persistência e de um método conhecido como o processo da escrita.

O processo da escrita consiste em uma serie de passos que os escritores seguem para se tornarem peritos no seu ofício. Embora cada autor possa ter sua própria forma de escrever, dependendo de suas preferências pessoais de escrita passam por todos ou por alguns dos cinco passos descritos a seguir:

1. pré-escrita;

2. rascunho ;

3. edição;

4. revisão;

5. publicação.

Observação:

As fases do processo de escrita não são lineares. Isso significa que se pode avançar e retroceder entre elas. Por exemplo, depois de escrito o primeiro rascunho, pode-se voltar para a fase de pré-escrita para gerar mais ideias a serem incluídas no rascunho antes da revisão e da publicação.



Autor - Odilon Soares Leme

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CARACTERÍSTICAS ARGUMENTATIVAS


Argumentação

O texto dissertativo é considerado como um tipo de discurso explicativo, cujo objetivo é explorar  um  certo assunto  sem, porém, incluir um posicionamento ou uma opinião.

A argumentação, contrária à dissertação, visa persuadir ou convencer o leitor ou espectador de uma tese. Incluir a explicação, mas o objetivo da argumentação é construir uma comunicação persuasiva.

Um dos aspectos importantes a considerar quando se lê um texto é que, quem o produz está interessado em convencer o leitor. Seu objetivo é persuadir, usando para isso vários recursos de natureza lógica e linguística.

CHAVE
          
Levar o leitor a CRER naquilo que o texto DIZ  e a FAZER aquilo que ele propõe.
 

RECURSOS ARGUMENTATIVOS

1.    O texto deve ter unidade, isto é, deve tratar de “um só objeto”, uma só matéria.

2.    O texto deve ter variedade desde que explore uma mesma matéria, isto é, comece, continue e acabe dentro do mesmo tema central.

3.    A comparação das teses defendidas com citações de outros textos e autores.

4.    Um texto ganha mais peso quando direta ou indiretamente, apoia-se em outros textos que trataram do mesmo tema.

5.    Use o raciocínio ou a razão para estabelecer correlações lógicas entre as partes do texto, apontando as causas e os efeitos das afirmações que produz. Esses recursos dão consistência  ao texto, na medida em que amarram com coerência  cada uma das suas partes.

6.    Deve cuidar de confirmar com exemplos adequando as afirmações que faz.

7.      Recurso mais importante a REFUTAÇÃO ( contestação, negação) dos argumentos contrários. Quando se trata de um tema polêmico, há sempre versões diferentes sobre ele.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

ASPECTOS REDACIONAIS


DISSERTAÇÃO

PRODUÇÃO ESTRUTURADA

A Dissertação baseia-se principalmente nas opiniões e posições do redator a respeito de uma ideia, um tema sugerido.

O maior segredo, talvez, da redação de uma boa dissertação seja o método, a  organização antes e durante sua execução. Quando o aluno recebe o tema sugerido para a dissertação e começa imediatamente, a fazer o seu texto, ele está simplesmente “amontoado” várias etapas da dissertação, fazendo-as ao mesmo tempo. Com este comportamento, ele não consegue pleno rendimento na construção do seu texto.

São estas as etapas:

INTERPRETAÇÃO DO TEMA PROPOSTO

O tema normalmente é oferecido ao aluno com uma linguagem conotativa, cheia de figuras de linguagem, especialmente metáforas.  Por se tratar de associação de ideias, as metáforas podem induzir o aluno a um pensamento confuso ou à fuga do tema. Para escapar de tal situação, ele deve identificar as palavras-chaves do tema, aquelas que contêm o sentido principal da ideia (normalmente verbo ou substantivo), e “traduzi-las”, ou seja, trazê-la  para seu sentido denotativo,  real: não o figurado.

Com o tema interpretado, torna-se mais fácil raciocinar sobre o que ele propõe, formular ideias a seu respeito, tomar posições contra ou a seu favor.

COLETANIA DE IDEIAS

Com o decorrer dos anos, acumulados ideias, conceitos e opiniões a respeito dos mais diversos assuntos. Esta será nossa munição para a construção da redação.

Ocorre que, obviamente, tudo o que sabemos não nos servirá para a redação a ser feitas. Devemos então coletar, de todo nosso “arsenal” intelectivo, as  ideias   que poderão servir-nos neste tema específico. Isto é feito pela indução, por meio de perguntas que devem ser adaptadas ao tema já interpretado. Aqui segue uma lista de perguntas que servem de sugestão para o questionamento do tema interpretado. Ela pode ser alterada, acrescida ou reduzida.

·         Por quê?

·         Como?

·         Quais são as causas?

·         Quais são as consequências ?

Importante é anotar as respostas, todas as ideias que surgirem, por melhor melhores ou piores que lhe pareçam. Tente seguir o ritmo das respostas em sua fluência, não perdendo nenhum dado.

 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

DICAS DE REDAÇÃO

Para que você se torne um bom redator, antes de tudo, torna-se necessário esclarecer alguns pontos, dirimir algumas dúvidas, até mesmo exorcizar alguns preconceitos.
O componente curricular não se chama redação e sim: Técnicas de Redação, e não somente Redação, como muitos – erroneamente – julga. O intuito deste curso não é formar escritores. Sejamos honestos e sinceros: dificilmente alguém que não tenha aptidão interior terminará o ano editando livros ou formulando postulados. A disciplina visa a ensinar técnica de Redação,  ou seja, princípios básicos para que se seja capaz de redigir idéias claras, objetivadas e organizadas de uma forma eficiente. Assim como um leigo em desenho pode aprender técnicas de desenho e, mais tarde, desenhar algo reconhecível facilmente, mas não obras de artes, a matéria objetiva  transformá-lo num produto competente de textos.
Para alguns, o ato de escrever revela-se uma verdadeira delícia, um passatempo agradável; já outros sentem calafrios ao pensar nisto. A redação, na verdade, representa-lhe um sacrifício real. Vários são os fatores que dificultam o ato de escrever. Timidez, receio de errar, auto-cobrança excessiva, falta de estímulos externos e internos são alguns. Além disso, os meios de comunicação – dada a sua notória massificação – contribuem marcadamente para tal. Vários são os casos em que se ouve: “ Professor, eu sei o quero dizer, o difícil é ‘botar no papel’... Baseados no reconhecimento deste obstáculos, trabalharemos para saná-los.
Redigir um texto organizado, preciso, correto, bem concatenado, com uma linguagem simples, espontânea e, mesmo assim, rica e vasta, recheado de idéias originais, criativas e interessantes, infelizmente não é objetivo ao alcance das mãos, entretanto também não representa desejo utópico. A saída para tal problema é única: treinamento.
A prática constante e disciplinada da redação conduzirá o aluno a um enriquecimento gradual, a uma adaptação crescente às necessidades e exigências do bom texto. O desenvolvimento da habilitação de boa escrita resulta na evolução da sensibilidade para tal característica, esta inata em cada um, não uma qualidade que se desenvolve. O compromisso com o desempenho norteará o crescimento na qualidade dos textos. Por falar em qualidade, não devemos esquecer a leitura. O conteúdo da redação, principalmente na dissertação, tem sido extremamente valorizado. Sendo a gramática e a estruturação fatores objetivos (ou se erra ou se acerta), cabe à “bagagem intelectual” de cada redator a função de destaque no texto. Leia de tudo, desde jornais, revistas e livros, estórias em quadrinhos e material de propaganda. Esteja sempre na ativa!
Sanadas as dúvidas iniciais, mãos à obra!
Caso tenha alguma dúvida, mande-nos um e-mail (prof.carmemcunha@gmail.com)  e teremos o maior prazer   em esclarecê-la.

terça-feira, 21 de maio de 2013

REDAÇÃO : A GUILHOTINA DO VESTIBULAR E DO CONCURSO

O poeta nasce, mas o escritor torna-se, lentamente, escritor graças a um exaustivo esforço de lapidação expressional.


A poesia resulta da inspiração, ao passo que a redação deveria da transpiração, isto é, do labor infatigável, busca em busca da coesão dos períodos, conexão dos parágrafos e dos mecanismos de coerência contextual.

Redação é uma técnica. E não o tempo não compactua com improvisão inconsequentes.

A grande ilusão de quem escreve, sem saber redigir, é pensar que na hora da prova lhe será possível expressar o que pensa, sem os recursos técnicos redacionais.

Sabe-se bem que na estrutura dissertativa não é fácil extrair de um tema a sua idéia nuclear e resumi-la, depois, num tópico frasal que vai servir decoluna verbal ao texto inferior. E tudo isso sob a magia da clareza, da concisão e da elegância literária.

A problemática da redação merece ser encarada com certa medida de grandeza e sensibilidade.

Como se vê, nada disso é possível aprender e aprender às vésperas do vestibular. A porta larga do improviso não leva nada. Aliás, leva ao fracasso.

Helio Rocha



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como elaborar uma Redação Dissertativa


A ESTRUTURA DISSERTATIVA

 

A  dissertação pode ser definida como avaliação ou discussão de um problema. Por isso:

 
·      deve ter somente o necessário para introduzir, avaliar, pôr em discussão, expor argumentos e concluir a análise sobre um determinado problema;

·        permite, se o tema exigir, o exame critico de várias soluções possíveis;

·        não se realiza por múltiplos desenvolvimentos justapostos, mas pelo crescimento de uma unidade;

·        precisa ser longa o suficiente para que apareçam os pontos de vista diferentes a respeito do tema e o desenvolvimento: introdução, discussão (avaliação, exposição e argumentação),conclusão.
 

1.   A INTRODUÇÃO:
 

·        propõe o enunciado do problema ou tema da dissertação;

·        sugere o plano do desenvolvimento;

·        deve ser clara, breve, definidora, precisa e preparatória.



2.   O DESENVOLVIMENTO DEVE SER:


·        ordenado – cada uma das opiniões ou argumentos tem que ser sucessivamente analisado;

·        progressivo – parte do mais simples e conhecido para o mais completo e desconhecido;

·        equilibrado -  não só nas proporções relativas à sua extensão dentro do texto, mas também como atividade de quem disserta buscando convencer pela  razão, pela exposição lógica de um raciocínio.

 

3.   A CONCLUSÃO:

 
·        nela, aparece a frase que define de forma exata e concisa a posição adotada pelo autor;

·      fecha o desenvolvimento de forma lógica reiterando as idéias contidas na argumentação;

·      pode trazer, de forma sucinta e conclusa, uma idéia que traduz a posição do autor na defesa do tema.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

LEIA COM ATENÇÃO !!!! Essa é a realidade do nosso Brasil !


PÁTRIA MADRASTA VIL (***)

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

Clarice Zeitel Vianna Silva